Uma linha com 10 anos quase nunca está inteira velha. Alguns componentes cansaram e outros ainda têm muitos anos pela frente. A decisão entre reformar e trocar começa separando uma coisa da outra.
O que costuma durar
Estrutura, chassi e suportes, quando bem instalados, raramente são o problema. Aproveitar a estrutura é o que torna o retrofit mais barato e mais rápido do que uma linha nova.
O que costuma cansar
Roletes, rolamentos, correias, motorredutores e sensores se desgastam com o uso. E o painel elétrico envelhece de outro jeito: o CLP que ninguém mais fabrica, a peça que só vem de fora e a lógica que só uma pessoa sabe mexer.

Os critérios
- O processo mudou? Se a linha foi desenhada para caixa grande e hoje passa e-commerce, com volumes menores, sacos e mais destinos, o problema não é desgaste, é desenho. Aí, linha nova ou relayout.
- Tem peça? Componente obsoleto não é sentença de troca. Muita peça pode ser usinada. Na nossa fábrica em Guarulhos fazemos isso em dias, sem esperar importação.
- O controle ainda dá conta? Trocar painel e CLP, e integrar a linha ao WMS atual, costuma dar mais ganho do que trocar a mecânica.
- Está adequada à NR12? Linha antiga raramente está. Adequar proteções, intertravamentos e documentação faz parte de qualquer retrofit bem feito, e é um risco que não pode esperar.
- Dá para ganhar acumulação? Converter trechos para roletes motorizados (MDR) com acumulação sem pressão resolve o choque entre volumes e a fila que trava a linha, aproveitando a estrutura.

Quando trocar
Quando o desenho da linha não atende mais o fluxo, quando a estrutura está comprometida, ou quando o custo somado de mecânica, painel e NR12 se aproxima do custo de uma linha nova que já resolve o processo de hoje.

Primeiro passo
Na visita técnica, avaliamos a linha componente por componente e entregamos um diagnóstico claro: o que reformar, o que trocar e o que precisa entrar em NR12 agora.


