Conteúdos · Intralogística na prática

Os 3 gargalos que encontramos em quase toda visita técnica em CD

LucianSócio-diretor · Engenharia e Projetos

5 min de leitura

Corredor de CD com caixas paradas no chão entre porta-paletes, com mezanino ao fundo
Volume esperando no corredor: o sintoma mais comum

Toda visita técnica começa com o cliente apontando o problema. E, na maioria das vezes, o problema que ele aponta é consequência, não causa.

A queixa costuma ser "a expedição não dá conta" ou "precisamos de mais gente no pico". Quando acompanhamos um turno inteiro, o que encontramos quase sempre cai em um destes três gargalos.

1. A expedição virou funil

A separação produz mais rápido do que a conferência e a embalagem conseguem absorver. O resultado é fila de caixas no chão, gente de pé esperando volume chegar e, no pico, todo mundo correndo para o final da linha.

O sinal é fácil de ver: estação de embalagem ociosa às 10h e afogada às 16h. O problema não é falta de gente na expedição, é falta de ritmo entre as etapas. Um trecho de acumulação sem pressão antes da conferência, ou uma separação por destino antes da embalagem, muda o fluxo sem aumentar o quadro.

2. O operador anda mais do que separa

No picking manual, o tempo vai embora no deslocamento, não na pegada. O layout foi desenhado quando o mix era outro: os itens que mais giram estão longe, e o operador cruza o corredor inteiro para buscar três unidades.

Antes de falar em automação, a pergunta é: quanto o seu separador caminha por pedido? Às vezes a resposta é um reposicionamento de endereços. Outras vezes é levar o produto até a pessoa, com esteira e picking guiado por luz, em vez de levar a pessoa até o produto.

Esteira levando totes ao longo de estantes altas de armazenagem em CD
Levar o produto até a pessoa, e não a pessoa até o produto

3. O WMS sabe, mas a linha não sabe

O sistema tem o pedido, a rota e a transportadora. Mas, no chão, quem decide para onde vai cada caixa é uma pessoa lendo etiqueta. Aí aparecem a reimpressão, a caixa na rampa errada e a conferência que vira retrabalho, porque o erro só é descoberto no fim.

Integrar a linha ao WMS que já existe, com leitura em linha e decisão automática de destino, costuma resolver mais do que trocar o WMS.

Esteira de roletes motorizados ligada a um notebook para configurar as zonas da linha
Linha conectada ao sistema: destino e ritmo vêm do software · ilustração

Por que começamos pela visita

Nenhum desses gargalos aparece em planilha. Eles aparecem quando alguém acompanha o pico, conta quantas vezes a mesma caixa é tocada e mede onde a fila se forma. Por isso o nosso primeiro passo é uma visita técnica sem custo: saímos com os 3 maiores gargalos do seu fluxo mapeados, com ou sem projeto depois.

Desenho de layout de uma linha de transportadores em CAD
Do fluxo ao layout: o desenho vem depois de medir

Próximo passo

Visita técnica sem custo.

Acompanhamos o seu fluxo e entregamos um relatório com os 3 maiores gargalos, com ou sem projeto depois.

WhatsApp(11) 97981-5751
Telefone(11) 3428-5861
E-mailcontato@kgfm.com.br
FábricaGuarulhos, SP · 25 min de São Paulo

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